quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mariana Abramovic


"Deveríamos redescobrir o poder do erotismo e dos orgãos sexuais" Mariana Abramovic


Natural de Belgadro, 30 de novembro de 1946. Mariana Amabrovic iniciou sua carreira no início dos anos 70 e permaneceu ativa por três décadas. A artista tem seu corpo como material de trabalho, campo representativo e tela principal. Suas performances são exóticas, eróticas e bastante ousadas. Abramovic preocupa-se em demonstrar até quando o corpo aguenta e o que ele consegue suportar. Como desafio, enfrenta os limites do próprio corpo.


Seu trabalho visa explorar as possiveis relações entre o performer e o público, os limites do corpo, e as capacidades da mente, algumas vezes, colocam-se em risco sua decência e dignidade com atos violentos. A aposta nos impulsos irracionais determinam várias de suas obras.


Seus vídeos mostram práticas eróticas, mulheres de seios amostra e expondo a vagina ao ar livre, além de homens que exibem o pênis ereto. Situações que explicitam outra realidade do corpo nu, diferente do pornográfico. "É algo que podemos modificar e empregar de maneiras distintas, especialmente em afirmativas nacionalistas, representando a dignidade e o orgulho da nação", diz a artista Mariana Abramovic.
Jessica Andrade

ROY ASCOTT


Aluno: Misael Carvalho

Roy Ascott é um líder no campo da arte, tecnologia e pesquisa da consciência. Seus projetos telemáticos foram apresentados no em eventos como o Ars Electronica, a Bienal de Veneza e Museu de Arte Moderna de Paris.Seu trabalho teórico é amplamente publicado em muitos idiomas. Ele é o Diretor do CAiiA-STAR, um centro integrativo de pesquisa ancorado na University of Wales College, Newport e na Universidade de Plymouth, coordenando pesquisadores na Europa, Américas e Oriente.

Declaração do artista:

Investigações no campo da arte e da tecnologia e consciência compõem um novo campo de prática que chamo tecnoética. Ambas as pesquisas, a pós-biológica e os estados psíquicos envolvem tanto a liderança do pensamento científico como o cerne espiritual das culturas antigas. A conectividade telemática está no coração do processo criativo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

* JOHN CAGE *

* JOHN CAGE *

John Milton Cage (05.09.1912 // 12.08.1992) foi um músico experimentalista e escritor norte-americano. É o compositor da famosa peça 4'33", pela qual ficou célebre. Composta em 1952, a peça consiste em 4 minutos e 33 segundos de música sem uma nota sequer.

Cage nasceu em Los Angesles. Foi um investigador incansável. Sua matéria prima é o óbvio, o cotidiano – tudo o que já existe mas que passa desapercebido ao sentimento general – eleva o barulho-ruído ao status de música, fazendo o mesmo com o silêncio. Busca novas estruturas musicais, até descobrir que não precisava delas.

Também ficou conhecido pelo uso não convencional de instrumentos e pelo seu pioneirismo na música eletrônica. Influenciou muitos aristas de todo o mundo e integrou o movimento Fluxus, que abrigava artistas plásticos e músicos. Cage também era um micologista amador, era adepto de ideiais zen-budistas e era um colecionador de cogumelos.

Claro que eu, músico menos doido que Cage - porém músico - não poderia deixar de falar desse grande artista... Foi o que mais tinha a ver comigo no texto!! Abraço a todos(as)!!!

C_BERNAS ♪

Alex Flemming


Aluno: Denis Zubieta.

Nascido em 1954 na cidade de São Paulo, o multi-facetado artista brasileiro Alex Flemming, desenvolveu sua carreira passando pelas áreas de fotografia, pintura, escultura, gravura, multimídia e literatura e teve como professores a Regina Silveira e Julio Plaza na área de serigrafia e com Romildo Paivana área de gravura em metal.
Em 1981 viajou para Nova Iorque onde desenvolveu o projeto Pratt Institute Manhattan ficando por lá até 1983. Na Noruega foi professor da Kunstakademie em Oslo entre 1993 e 1994.
Suas obras estabeleciam relações com textos retirados de notícias de jornais e que faziam parte de suas obras como pinturas em cadeiras, poltronas e sofás usados. Marcado por um conteúdo político, sua obra Body Builders, Alex fotografou corpos jovens e esbeltos para em seguida desenhar, sobre estas imagens, mapas de áreas de conflitos e de guerras, citando como exemplo as do Oriente Médio.
Flemming tornou-se um dos primeiros artistas brasileiros vivos a desenvolverem relevante carreira no exterior com exposições nos Estados Unidos e na Europa.

O QUE VOCÊ ACREDITA SER O PAPEL/ FUNÇÃO/ EXISTÊNCIA DA ARTE?

Aluno: Denis Zubieta.

A construção de dispositivos de controle a partir de maquinações hegemônicas, nos tornam cada vez mais dependentes de produções externas. Somos sujeitos a um processo de unificação onde hábitos locais e heranças culturais são gradualmente sufocados por fatores externos. A linha do horizonte que nos serve de parâmetro, em especial, com objetivo de nos estimular a ir além nos dando a sensação de transpôr limites, passam a ter uma conotação de isolamento, onde somos cercados e limitados a fazer o que a padronização e a regulação nos permite.
Todos as formas de arte, neste âmbito, serve para transpôr esses limites, o homem tem a capacidade de criar um mundo de possibilidades, possibilidades do real, e gerar riquezas imateriais não só para si como para os outros. A manifestação da arte é o resgate e a consolidação dos anseios individuais e uma voz que parte de dentro para fora atingindo a todos nós de forma bem particular.

Notícia

Acho importante estarmos atentos:

http://www.cultura.gov.br/site/2009/09/09/novos-rumos-para-a-nossa-arte-contemporanea/

Dennis Oppenheim






O artista Dennis Oppenheim nasceu no ano de 1938, no Estado de Washington.
Teve sua vida repleta de Inovaçãoes Artísticas, se aventurando entre trabalhos em que o solo e o corpo são os elementos centrais e onde a arte se desenvolve.


O reconhecimento internacional veio graças à sua gama de trabalhos com arte conceitual, incluindo performances, fotografia e esculturas.


Oppenheim começou trabalhando com intervenções no solo, registrando-as e traçando um paralelo entre as marcas no solo e no corpo, em que ambos são marcados, identificados e até limitados pela ação do próprio homem. Corpo e território se misturam, sendo um suporte único para a arte e a expressão da subjetividade.


Seu trabalho teve seguimento, nos anos 80, com a utilização de peças de maquinas para a formação de estruturas complexas, sendo essa uma metáfora do processo de criação artistico.


Esse processo evoluiu para uma técnica de utilização de objetos do dia-a-dia em conjunto, desconstruindo-os e dando novas utilidades e sentido aos mesmos.


Atualmente seu trabalho continua, tendo alcançado uma escala maior na década de 90, desde quando ele passou a utilizar arquitetura e escultura simultâneamente, criando intervenções permanentes e de grande impacto.





Site oficial: http://www.dennis-oppenheim.com

domingo, 20 de setembro de 2009

Rober Rauschenber



Estudante: Álvaro Lordêlo

Rauschenberg é um precursor. Um dos mais importantes e inovadores artistas contemporâneos, é considerado fundador do Neodadaísmo e da Arte Pop. Cunhou o termo combine painting para suas obras de técnicas mistas – pintura, silk-screen, fotografia, lito-offset, assemblages, caixas, murais, performances, danças e instalações -, libertando a arte de seus conceitos tradicionais e elitistas.
Passou a dedicar-se às artes a partir de 1947, após ter integrado o corpo hospitalar da Marinha durante a II Guerra Mundial, como técnico de neuro-psiquiatria, refletindo sobre a pequena diferença que separa a sanidade da insanidade. Estudou na Academia Julian, em Paris, e com Josef Albers na Black Mountain College, na Carolina do Norte, e na Art Student League em Nova Iorque. Passou a viver nesta cidade a partir de 1950, quando sua obra integrou-se ao cotidiano e à complexidade dos grandes centros urbanos dos séculos XX e XXI.
Inicialmente uma pintura, a obra atrai para si objetos os mais variados, que o artista retira de seu cotidiano. Assim, o artista, por um lado, insere seu mundo e a si mesmo na obra e, por outro, a obra passa a ser um objeto com outro qualquer, parte do mundo real. Ao mesmo tempo, Rauchenberg passou a fazer citações de outros artistas em suas obras, em imagens mescladas.
É considerado um dos artistas de vanguarda da década de 50, pois foi nessa época que, depois das séries de superfícies com jornal amassado do início da década, o artista deu início à chamada combine painting, utilizando-se de garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados para a criação de uma pintura composta por não somente de massa pigmentária mas incluindo também estes objetos. Estes trabalhos foram precursores da já citada Pop Art.
Foi o fundador do Experiments in Art and Technology (EAT), uma organização que surgiu para auxiliar os artistas a pesquisarem novas técnicas e novos meios em suas obras. Em 1994, o artista doou ao MAC-USP, por meio da Felicíssimo Corporation, uma série de 22 gravuras chamadas de Tributo 21. Às vésperas do século XXI, Rauschenberg representou 21 propostas de direitos humanos para o novo milênio, e fez 21 doações de álbuns de gravuras para diferentes museus no mundo.

Vanessa Beecroft

Aluna: Renata Leahy

Vanessa Beecroft é uma artista plástica nascida na Itália no ano de em 1969, mas que mora em Nova York. Realiza performances que exaltam o corpo feminino e que, ao mesmo tempo, fazem crítica ao estereotipo e à valorização de um padrão de beleza. Esse processo teve grande influência da anorexia enfrentada por ela na juventude, quando, inclusive, escreveu um diário alimentício entre os anos de 1983 e 1993, relatando suas experiências.

Suas obras são expressas através de mulheres padronizadas, nuas ou seminuas, que ficam atentas aos comandos da artista, se dinamizando e interagindo com o público. A padronização fica por conta do tipo de modelo feminino utilizado em cada performance; todas parecidas, com cabelos da mesma cor. As obras são mostradas através de exposições em museus e galerias de arte, sempre registradas através de vídeos e fotografias a partir de vários ângulos, o que revela a possibilidade de apreciação a partir de múltiplos pontos. Vanessa Beecroft preza pela imprevisibilidade em seus trabalhos, que vão se moldando em casa exposição, tendo tanto as peças vivas nela contidas, quanto o público, como participantes. Apesar de forte influência dos problemas enfrentados por ela em anos passados, sua obra permite leituras diversas.

Sua primeira exposição aconteceu em 1993, em Milão, numa reunião de todo o trabalho desenvolvido durante oito anos, inclusive com trechos do seu diário. Para ela, as pinturas e esculturas não conseguiam representar o ser humano como deveria, apesar de exercerem forte influência em suas obras. A partir de então, Beecroft passa a expor em todo o mundo.

Um trabalho interessante, ligado ao mundo da moda, aconteceu em 2005, quando expôs modelos ao lado das bolsas na nova filial da loja Louis Vuitton, em Champs-Elysees, Paris. Em alguns lugares, como no aeroporto JFK, em Nova York, uma apresentação foi proibida, por conter alto teor de nudez. Em junho de 2007, outra obra importante da artista, com cunho social, aconteceu em Veneza. Beecroft expôs 30 mulheres sudanesas deitadas numa lona branca simulando corpos mortos, numa referência ao genocídio acontecido no Sudão.

Robert Mapplethorpe



Robert Mapplethorpe foi um polêmico artista Nova Iorquino, nascido em 1946 e falecido em 1989, vítima do vírus da Aids. Formado no Pratt Institute, no Queens, em Nova Iorque, sua formação de artista plástico o deu uma enorme possiblidade de técnicas como desenhos, colagens, e fotografias.
No ano de 1973, na Light Gallery, em Nova Iorque, realiza sua primeira exposição com as fotos que o artista tirou de si mesmo com sua Polaroid. No ano de 1976, começa a fotografar com sua nova câmera, uma Hasselblad, de médio formato. Nessa fase, o artista começa a fotografar seu dia-a-dia e inclui amigos, atores de filmes pornôs, natureza morta, flores e das constantes visitas aos bares sadomasoquistas que frenquentava.
Bissexual assumido, Mapplethorpe volta sua fotografia à esse mundo considerado controverso e anormal à maioria das pessoas.
Fotos de homossexuais masculinos em atos sexuais sadomasoquistas causaram tanto repulsa quanto foram responsáveis por afinar seu estilo de fotografia: forte e controverso. O próprio artista não considerava seu trabalho "chocante", mas sim o reflexo direto de sua vontade de conhecer coisas novas. Se sentia na obrigação de documentar tais atos e isso contribuiu em muito na formação de sua identidade fotográfica.
Foi vítima de várias denúncias na justiça por ser considerado indecente. Mesmo assim, um número de fãs cada vez maior aderia a seu estilo e logo o artista começou a fazer parte de uma elite tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Artistas e personalidades compravam suas fotos e contribuíam assim, de certa forma, para a divulgação de seu trabalho. Era notadamente freqüentador da alta sociedade, mas não se deixava influenciar por isso. Foi contemporâneo de Andhy Wahrol e David Hockney, notáveis artistas da Arte Pop e também Patty Smith (artísta múltipla e personalidade na cena do Punk Rock americano), com quem manteve um conturbado relacionamento.
Na década de 80, Mapplethorpe aplica em sua fotografia uma qualidade que o colocaria num patamar de conceituado fotógrafo. Continua a fotografar nus mas imprime uma qualidade maior na produção das fotos, além de inúmeras personalidades conhecidas mundialmente.
Apesar de diagnosticado soropositivo em 1986, continou suas exposições e contratos desafiadores. Em 1988, uma grande retrospectiva foi montada em homenagem ao artista no Whitney Museum of American Art. Em 89, o artista feleceu.
Seus livros, fotos e exposições fazem parte de inúmeros museus, coleções particulares e livrarias no mundo todo. Sua fundação foi criada para auxiliar a divulgação de sua obra, bem como a dar suporte a instituições que queiram expô-las e também àquelas que apoiem o tratamento e combate à AIDS.

Mais detalhes no site do Instituto Mapplethorpe
www.mapplethorpe.org

Alexandre dos Santos Amaral

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