sábado, 10 de outubro de 2009

Arte Conceitual de Sol LeWitt

Obra de Sol LeWitt

Comentário Crítico

Aluno: Alex Charles Gomes Maia

Curso: BI de Artes UFBA.

Ação Artística II

Prof(a). Ivani Santana

Foto: Musas Inspiradoras - Google imagens


Fragmento do pensamento de LeWitt:

Se o artista muda de idéia no meio do caminho, enquanto executa seu trabalho, ele compromete
o resultado e repete resultados passados.

Comentário Crítico de Alex Maia:


O processo criativo requer inspiração, uma busca constante no sentido de provocar INSIGHTS
inerentes ao mágico caminho da construção artística.. Estas buscas protagonizadas pelo homem
na construção da arte reflete um caráter desmedido, além do real, uma busca do homem a um
mundo recriado, repleto de novas formas, novas ordens, resignificações, revelando-nos uma
necessidade constate de recriar o mundo ao seu redor, o seu mundo interior. O objeto artístico
 encerra-se em si, ou depende do outro para existir? A arte nunca está acabada, mesmo findando
o parto, o diálogo continua com o universo dos agentes apreciadores que dialogarão, seja no teatro,
na música, na dança, na pintura,.sempre haverá platéia. É no momento do nascimento de idéias que
o elo entre a terra e o céu, entre o concreto e o abstrato parece romper-se e o artista ganha o universo
infinito, alguns dizem dialogar com musas inspiradoras, enamorando-as, daí o parto de novas
idéias, estas são repensadas, recriadas, mexidas, misturadas, montadas, dirigidas, iluminadas,
apagadas, coladas, em um ambiente livre de amarras, no qual a fruição seja plena, onde as idéias
 estejam a brotar sempre neste caminho. Portanto o processo de criação é aberto, idéias
podem ser remodeladas, negadas ou afirmadas. No meio do caminho a idéia não é uma
pedra pesada, é uma brisa leve que pode ser redirecionada, nesta busca pela construção
artística. Se por algum motivo alguém resolva chutar a pedrinha no meio do caminho, ela ganhará
um novo terreno, uma nova direção, ocupará outro ponto diferente neste vasto universo das
 possibilidades artísticas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sentenças sobre Arte Conceitual -Sol LeWitt

1. Os artistas conceituais são místicos ao invés de racionalistas. Eles chegam a conclusões que a lógica não pode alcançar.

2. Julgamentos racionais repetem julgamentos racionais.

3. Julgamentos ilógicos levam a novas experiências.

4. A Arte Formal é essencialmente racional.

5. Pensamentos irracionais devem ser seguidos de maneira absoluta e lógica.

6. Se o artista muda de idéia no meio do caminho, enquanto executa seu trabalho, ele compromete o resultado e repete resultados passados.

7. A vontade do artista é secundária ao processo que ele inicia, desde a idéia até sua concretização.

Sua voluntariedade pode ser pura manifestação do ego.

8. Quando palavras como pintura e escultura são usadas, elas carregam toda uma tradição e implicam a consequente aceitação desta tradição colocando, assim, limitações ao artista que hesita em ir além dos limites anteriores.

9. Conceito e idéia são coisas diferentes. O primeiro implica uma direção geral enquanto o último são os componentes. As idéias implementam o conceito.

10. Idéias em si podem ser uma obra de arte; estão em uma cadeia de desenvolvimento e podem finalmente encontrar alguma forma. Nem todas as idéias precisam ser concretizadas.

11. As idéias não vêm necessariamente em uma sequência lógica. Podem partir em direções inesperadas, mas uma idéia deve necessariamente estar completa na cabeça antes que a próxima se forme.

12. Para cada obra de arte que se concretiza existem muitas variações não concretizadas.

13. Uma obra de arte pode ser entendida como uma ponte que liga a mente do artista à mente do espectador. Mas pode jamais alcançar o espectador ou jamais sair da mente do artista.

14. As palavras de um artista a outro podem induzir uma cadeia de idéias - se estes compartilham o mesmo conceito.

15. Dado que nenhuma forma é intrinsecamente superior à outra, o artista pode usar, igualmente, qualquer forma, desde uma expressão verbal (escrita ou falada) até a realidade física.

16. Se palavras são usadas e procedem de idéias sobre arte, estas são arte e não literatura; números não são matemática.

17. Todas as idéias são arte se se referem à arte e encaixam-se nas convenções da arte.

18. Geralmente entendemos a arte do passado aplicando as convenções do presente e, assim, entendemos mal a arte do passado.

19. As convenções da arte são alteradas por obras de arte.

20. A arte bem sucedida transforma nossa compreensão das convenções ao alterar nossas percepções.

21. Perceber idéias conduz a novas idéias.

22. O artista não é capaz de imaginar sua arte nem de percebê-la antes de estar completa.

23. Um artista pode perceber erroneamente uma obra de arte (entendendo-a diferentemente do autor), mas abandonará sua própria cadeia de pensamento através desta má compreensão.

24. A percepção é subjetiva.

25. O artista não precisa necessariamente entender sua própria arte. Sua percepção não é melhor nem pior que a dos demais.

26. Um artista pode perceber a arte de outrem melhor que a sua própria.

27. O conceito de obra de arte pode envolver o material da peça ou seu processo de realização.

28. Uma vez estabelecida a idéia da obra na mente do artista, e decidida sua forma final, o processo é levado a cabo às cegas. Existem muitos defeitos secundários que o artista não é capaz de imaginar.

Estes podem ser utilizados como idéias para novos trabalhos.

29. O processo é algo mecânico e não deve ser outro. Ele deve seguir seu curso.

30. Existem muitos elementos envolvidos numa obra de arte. Os mais importantes são os mais óbvios.

31. Se um artista utilizasse a mesma forma em um grupo de obras, e alternasse o material, poderíamos supor que o conceito envolvia o material.

32. Idéias banais não podem ser redimidas através de uma bela execução.

33. É difícil estragar uma boa idéia.

34. Quando um artista aprende bem demais o seu ofício, ele produz uma arte esperta.

35. Essas frases são comentários sobre arte e não são arte.

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